domingo, 12 de julho de 2015

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Uma Entrevista Com o Irmão Branham


Essa é a transcrição de uma entrevista concedida pelo irmão Branham à Revista Jornal da Fé, de Greenville, Carolina do Sul, e que foi publicada na sua edição do mês de agosto de 1956.



Capa de agosto de 1956 da edição do Jornal da Fé, Volume II, Nº.12

Irmão Bigby: Irmão Branham, quais são os seus planos para o restante de 1956?

Irmão Branham: Bem, eu estou planejando assistir a Convenção dos Homens de Negócios do Evangelho Completo em Minneapolis, Minnesota, de 23 a 27 junho. De lá, eu irei para o Canadá com uma mensagem do Senhor para uma pessoa. Foi dito a esta pessoa há alguns anos atrás que ela teria um filho. Ela não teve nenhum filho durante toda a sua vida. Ela agora está com 53 anos de idade e ela está tendo um bebê no próximo mês. Eu tenho uma palavra para mostrar a ela sobre quão perfeita é a Palavra do Senhor, e de como que quando Ele fala, nós podemos esperar que ela se cumpra. De lá, eu irei para a Califórnia, e a única reunião planejada que eu tenho é a Reunião da Rua Azusa, na segunda semana de setembro.

Irmão Bigby: Você está ocupado pregando em avivamentos sobre a terra. Eu estou certo de que você crê que há um “mover de Deus” agora. Isso está correto?

Irmão Branham: Sim, isso está correto.

Irmão Bigby: Que rumo você acha que as organizações pentecostais estabelecidas terão de agora em diante, no que diz respeito ao “Mover do Espírito de Deus” que está agora na terra?



“Creio que muitos que não entendem isso estarão em oposição a ela. Isto foi uma verdade em todos os avivamentos no passado”.

Irmão Branham: Creio que muitos que não entendem isso estarão em oposição a ela. Isto foi uma verdade em todos os avivamentos no passado. Creio que em breve haverá uma divisão. Haverá os fundamentos estabelecidos, que definirão o seu rumo diretamente à Bíblia e que recusarão a se desviar dela. Em minha opinião, eles serão o melhor dos melhores. Quando chegar a hora da separação, o incontrolável fogo do fanatismo e os grupos superaquecidos talvez irão partir para todos os tipos de erros e ensinamentos inescriturísticos, e trarão desgraça para todo o mover do avivamento e fará mal à causa. Mas eu creio que a verdadeira igreja se moverá diretamente por tudo isso. O diabo tem, no passado, e continuará, no futuro, a impedir a obra de Deus, levando o homem ao erro.

Irmão Bigby: Você acha que o “mover da libertação” atual será aceito pelos líderes denominacionais mais antigos?

Irmão Branham: Creio que quando resultados reais, apoiados pelos ensinamentos fundamentais da Bíblia, forem produzidos, qualquer pessoa de coração aberto irá recebê-lo.

Irmão Bigby: O que você recomendaria uma igreja fazer que esteja desejosa em continuar no “mover de Deus”, ainda que esteja arregimentada contra isso?


“Eu aconselharia as igrejas a sempre seguir a Cristo e suas convicções”.

Irmão Branham: Eu aconselharia as igrejas a sempre seguir a Cristo e suas convicções.

Irmão Bigby: Que medidas você acha que serão tomadas pelas autoridades legais para dificultar campanhas de cura?


  Irmão Branham: Creio que chegará o dia em que a pregação da cura divina e da obra do Espírito Santo será legalmente atacada, como foi o irmão Jack Coe, recentemente em Miami. Sem dúvida haverá algum tipo de emenda aprovada para interromper isso. Estes ataques serão dirigidos contra o “mover de Deus”, e provavelmente haverá um esforço para forçar o interdenominacionalismo nas denominações. Em minha opinião, isso tudo conduzirá à marca da besta.
Irmão Bigby: Você acha que o “mover de Deus”, e queremos dizer deste avivamento atual, poderia se tornar na deserção de alguns homens?

Irmão Branham: Sim, eu acho. Deus está tentando trabalhar com o Seu povo, porém Ele não consegue firmá-los por tempo suficiente para trabalhar com eles. Por exemplo, há alguns anos atrás, havia um menino que começou a ter avivamentos com o nome de “Pequeno David”. Embora eu já tivesse sido contrário a crianças evangelizar para Cristo, eu tive um apreço por este jovem companheiro. Ele não era uma “História de Natal”. Ele era um ministro de verdade, chamado e ungido por Deus para pregar a mensagem. Eu comecei a discursar para ele, assim que eu o ouvi. Este pequeno companheiro fez maravilhas por um tempo, porém vários grupos começaram a se dividir por ele, e então, cada grupo teve que conseguir um “Pequeno David” para eles. Se todo o movimento pentecostal tivesse se agrupado em torno do rapaz como um grupo de pais, e tivesse lhe ajudado no campo em que o seu ministério realmente estava, ele teria ganho milhares de jovens para Cristo. Mas quando cada grupo tentou conseguir um “Pequeno David” para si, o diabo teve a chance de trabalhar.

Mas eu não condeno esses homens que desertaram; eu tento ajudá-los. Lembre-se sempre que quando as crianças ficam com fome o suficiente, elas comerão de uma lata de lixo. Isso é o que dá início a tantas seitas. Muitas vezes as pessoas estão famintas pelo Pão da Vida porque os ministros não conseguem dar a elas. As pessoas estão famintas pelo verdadeiro Pão. Quando elas não o recebem, elas entram no erro enquanto buscam por ele. Recentemente, um irmão presbiteriano da Costa Oeste, disse-me: “Nós presbiterianos já tivemos as maiores igrejas na Costa Oeste, mas a Ciência Cristã entrou e quebrou nossas igrejas”. Eu pensei que estava perto o meu tempo de falar, então eu disse: “Meu bom senhor, se vocês presbiterianos tivessem dado ao seu povo a comida pela qual suas almas famintas estavam buscando, a Ciência Cristã nunca teria sido capaz de tocá-las”. Então, eu acho que muitos desses desertores são simplesmente crianças com fome, à procura por pão.

Irmão Bigby: Você planeja ter a sua própria revista em algum momento em um futuro próximo?

Irmão Branham: Irmão Bigby, eu não estou certo sobre isso. Como você sabe, eu comecei um jornal uma vez, A Voz da Cura. Para lhe dar uma resposta rápida, eu diria: não. Muitas pessoas estão tentando me levar para começar o meu próprio jornal, e etc., mas eu mesmo não sou muito de um empresário. Sou uma pessoa sem instrução, e eu não poderia editar um jornal, e eu teria que arranjar alguém para fazer isso. Eu não estou interessado em tentar fazer demasiadas coisas ao mesmo tempo, porque eu sou grato de que eu tenha bom senso suficiente para saber o limite de minhas capacidades. Na verdade, eu não sou capaz de editar e publicar um jornal. Tenho tentado manter o meu ministério pequeno, para que eu pudesse entrar em lugares onde outros irmãos, sujeitos à sua grande estrutura financeira, não poderiam entrar. Eu sempre tentei ir ao “homenzinho” e ajudá-lo.



“Muitas pessoas estão tentando me levar para começar o meu próprio jornal... mas sou grato de que eu tenha bom senso suficiente para saber o limite de minhas capacidades”.

Irmão Bigby: Em que tipo de estrutura local você acha que uma igreja floresce melhor no “mover de Deus”?

Irmão Branham: Na soberania local. A soberania da igreja local é muito apostólica para mim. Cada igreja deve ser soberana em si. Ela não deve ter laços que lhe dissesse para qual caminho se mover. Essa é uma razão do porque eu fui um batista, por causa da soberania da igreja local, e eu acho que é muito bem sucedido, e muito bom, especialmente agora.


“A soberania da igreja local é muito apostólica para mim”.

Irmão Bigby: Irmão Branham, você está procurando por mais resultados neste grande avivamento antes de Jesus voltar? Você acha que haverá mais revelações sobrenaturais, ou você acha que isso que está acontecendo agora, e que produziu um despertar mundial continuará a se alargar até que produza melhores resultados, ou que haverá algo novo?

Irmão Branham: Eu acho que o que temos agora (e biblicamente falando, como eu tento abordar tudo tão biblicamente quanto possível), se você se lembrar em Mateus 10, onde o Senhor deu o Seu poder aos discípulos para curar os enfermos e expulsar demônios, ressuscitar os mortos e limpar os leprosos, nós os encontramos miseravelmente derrotados em um caso, alguns dias mais tarde, por causa do menino epiléptico. Então eles perguntaram a Jesus: “Por que não pudemos fazer isso?” Eles tinham o poder de fazê-lo, mas Jesus disse a eles, com sinceridade, de que eles não puderam fazê-lo por causa de sua incredulidade.

Eu acho que quando Deus separa a igreja e traz os verdadeiros dotados (agora, precisamos ser honestos com nós mesmos, uma vez que você sabe que há muita personificação dos dons espirituais, o qual tem causado um monte de problemas) ministros juntos, haverá mais milagres. E quando as obras questionáveis são manifestadas assim como as de Janes e Jambres, e eu não estou condenando essas pessoas, eu só estou dizendo que elas são apenas crianças famintas, tentando fazer algo que elas não foram comissionadas a fazer. Eles estão tão ansiosos para fazer isso e tão zelosos de trabalhar para Deus, que eles possuem uma sensação para fazer ao invés de uma revelação ou uma comissão direta de Deus para fazê-lo. E o seu ministério tem falhado de modo que isso tem causado fanatismo. O seu ministério falhou na medida em que ocasionou no fanatismo a ser produzido. E um ponto de vista mundano para isso.

Irmão Bigby: Você acha que o “movimento dos dons”, tal como o conhecemos, está voltando em harmonia com as Escrituras?

Irmão Branham: Eu vejo tantos profetizando sobre as pessoas e dizendo que elas possuem dons, e nós verificamos que isso simplesmente não funciona dessa maneira, nunca funcionou e nunca irá funcionar. O indivíduo sabe em seu coração o que eles estão a fazer. Creio que são tantas vezes em nossas profecias que eles dirão às crianças com fome no coração: “Oh, você tem um dom disso e daquilo, e você deve ser isto, aquilo, e aquilo outro, não é mesmo?” Por certo, essa é a fome de cada cristão, de se fazer algo para Deus. Mas Deus é o que dá a conhecer este dom.

Eu creio que chegou a hora, ou em breve virá, quando Deus vindicará os Seus dons. Como em Hebreus 11:4 onde Deus diz: “Dando Deus testemunho dos Seus dons”. Certamente que Deus tem estes dons, e eles estão vivos na igreja hoje, porém nós temos personificações carnais, e temos muitos que tentam se sentir assim e que tentam fazer algum dom de Deus operar. Isso opera soberanamente em si mesmo, veja. Não é o que você quer que isso faça; é o que Deus faz com isso. Por exemplo, na plataforma e nas reuniões, eu tenho orado muitas vezes por Deus para me mostrar alguma coisa, até mesmo coisas que eu preciso para mim. Eu não posso fazer isso operar. Não sou eu que opero o dom, é o dom que opera em mim.



“Não sou eu que opero o dom, é o dom que opera em mim”.
“A maior necessidade é de um encontro de ministros com o ensino sobre como que estes dons vêm e como que eles operam”.

Alguns irmãos têm ido um pouco para o fundo do poço. Mas eu creio que o que a igreja precisa hoje é de um encontro de ministros em amor fraternal e do dom de ensino sobre como que estes dons vêm e como que eles operam soberanamente na igreja. Creio que essa é a coisa mais necessária. Mas cada denominação tem suas próprias ideias, e eles têm traçado muros de segregação, e os irmãos parecem que não podem ficar juntos, e alguns deles são indiferentes. Claro, percebemos que eles são indiferentes, e eles acham que estão certos, independentemente do que alguém diga. Para mim, essa é uma prova muito boa de que há algo de errado. Quando não estamos dispostos a vir e sentar e arrazoar.

Irmão Bigby: Então você crê que há uma restrição no mover do Espírito de Deus hoje.

Irmão Branham: Sim.

Irmão Bigby: Você acha que os membros de outras igrejas que Deus tem enchido com o Espírito e conduzido para o mover de Deus devem permanecer em suas igrejas e produzir testemunho para eles?

Irmão Branham: Eu acho que cada indivíduo, que sente a sua própria direção após ter nascido do Espírito de Deus, deve ser guiado pelo Espírito de Deus no que fazer. Eu acho que seria uma grande coisa aí, se um companheiro se sentisse tão guiado a permanecer em sua denominação para dar testemunho da luz, e depois, se ele sente que ele deveria sair de tal meio, então deixe-o seguir o caminho que o Espírito Santo o conduziria.


Um momento alegre durante a entrevista

Irmão Bigby: Muito obrigado, irmão Branham. Agradecemos a você por tomar este tempo conosco, para que os leitores do Jornal da Fé possam conhecer os seus pontos de vista sobre estas questões.

Tradução: Diógenes Dornelles



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